terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2012, em passos sinuosos que insultam...

 
 Numa praia deserta... Mar calmo, areia fria, brisa pura. De pés descalços para o perigo, ao longe o horizonte calmo acalenta os olhos aflitos... As ondas combinam de darem idéias: uma vem ansiosa enquanto a outra apenas aponta timidamente a ponto de acordar os pés enxutos... Já não há sol que faça sombra, o que há é um vulto ao longe que vem chegando a passos lentos e sinuosos, passos que insultam, mas impede uma fuga súbita, pois desperta quereres... A noite colore a vida com brilhantes pingos no céu que nem sempre é azul. Um cenário de morte, de despedida do que não é mais que um momento perfeito que tem de passar... Finda um tempo antigo no ato de um abraço estranho, ele tem cara de futuro, presente que já chegou e sua quietude expulsa a solidão de está só apreciando uma breve passagem de ondas e brisas que foram sentidas, pois foi de olhos fechados que esse tempo se eternizou... Foi marca trazida aos poucos sem o susto que teria sido se fosse de repente à chegada... Agora o horizonte está sobre o reinado de uma lua solitária uma visão vista de baixo, pois na areia está deitada aquela que muito espera de uma noite que não se julga infindável, mas que não ver pressa pra passar... Uma lágrima agita-se como um andar de presa que foge do predador, mas não sai, está presa na mágoa de não poder ser dividida, entendida... Eis que a noite passou e enquanto passava rolou na areia aquela que um dia chorou por não saber ser só, dormiu na liberdade que ninguém sugere, presa que ninguém caça. Passou o tempo em que praia deserta servia de fetiches agora serve pra aquietar a alma independente da solidão do corpo... Passando a noite, daqui a pouco o novo tempo começa, mas enquanto ele não chega slides de memória retrospéctam um sentido falso buscado na madrugada festiva ou nos bares à luzes de neon, essa é a lágrima que não escorreu, pois ninguém sonha ao barulho de tambores nem, muito menos, sem sobriedade que permite o encontro contigo mesmo, porque em noite não deve estragar o dia seguinte. 
fátima oliveira 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Charme negro!


Que o preto me vista o corpo, pois minha alma está despida ao clarão da lua, encarando as estrelas cadentes...
Que o negro da roupa escura enalteça o branco da mente amante diante das escuridões do mundo...
Não é de roupa que se esconde o espírito é sem vestes que ele exibe-se... 
A alma está presente providencialmente em seus olhos negros...
Se vista de negro e sem a dependência do rosa liberte-se do álbum que nada mais é que um retrato mal exibido de quem gostaria que fosse...
A roupagem que nada diz, atropela teu jeito santo de ser gente que apenas veste o copo do frio, porque a alma está aquecida sem a exigência das cores. O negro te fará ser mistério que  sana o susto que oculto traz...
Seja princesa de ferro, dama de negro, sem a exposição do mel, ele escorrerá pelos cantos de sua boca rosada e nem será preciso que aponte a saída...
fátima oliveira
  

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nuances!


 

Nas fugas é possível ler sentimentos, mas são nos encontros que eles se refazem em verdades, ou se fazem eternas marcas nem sempre pra sempre... Acho que não precisaria ir longe é aqui que falta, então será aqui a busca, mesmo que não encontres, por isso mesmo, caçarás. A vida não vem em ondas como diz lulu santo, ela vem sem barulho e sem percepção como um fantasma da madrugada, apenas os místicos, a enxerga. Desisti... Já fiz plantão demais à meia noite pra vê-la, sou eu quem está de mal, quando bateres na minha porta fecharei os basculantes da minha janela sem avisar que não preciso vê-la pra poder seguir.
fátima oliveira

sábado, 3 de dezembro de 2011

VITRINES E CASTELOS



A boneca de porcelana
Saiu da vitrine
Sacudiu a poeira
Segredou-me silêncios

A princesa fugiu dos contos
Dispensa os sapatos de cristais
Quer salto quinze ou uma plataforma Azaléia...

Engole sapos
Para não ter que acreditar
Que príncipes ainda existem

Reinventa caminho
Monta castelo...
de areia.

marcelo silva

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Receita!


O líder sinalizou o desejo de se tornar súdito e os súditos aproveitaram à hora pra se tornarem reis dos efêmeros. A troca de posições propicia visões e versões notáveis e quebram o modelito da monotonia anediada. A festa foi dos que nunca tiveram o poder de terem poderes, já à felicidade fez morada no coração de quem se julgou não poder mais nada, porque as conquistas foram notadas como milagres inesperados. O prazer de se servir deixa a vontade de comer mais aguçada o ato de cozinhar o feijão deixa-o com o gosto de quem cozinha, bem como, a conquista deseja ser resultado de um toque que provoque os desejos mais particulares de quem os deliciam... Em versões concretas a vida deseja ser verdades e vontades, mas nada. É curioso perceber que não se aprende a dizer verdades sem deixar a duvida falar e que não se ama o que se descobre, se expande... O rei aprendeu a ser grande, os súditos se submeteram ao reinado, assumiram então suas reais posições e viveram condizentes aos seus dramas e realizações... Ambos conquistaram Suas insignificâncias ao perderem-se nas razoes dos fanatismos que não agregam os reais valores. É a vida que nada propõe senão a certeza de que cada um terá aquilo que lhes caibam, ainda que não lhes proporcionem as utilidades, pois o amor particular se desvenda é através da inutilidade. Sem motivos e mesmo assim amantes, por que seremos sempre sujeitos das contradições e não de absolutismos e, ainda que sejam de lagrimas as escolhas... O que faz chorar não é indiferente ao amor, por que, só por amor se chora.
fátima oliveira  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sem currículos!

 
Estiveram lá sós os dois, se olhavam de todos os modos... Encaravam-se os olhares, buscando ver onde se encontraram, em que momento aqueles olhos se alcançaram ou se perderam de tudo que já sabiam um sobre o outro. Quem disse o que disse certamente não viu o que ela viu. Quem a julgou nunca teve as mesmas chances como aquele que apenas a olhou de forma não curiosa, apenas carinhosa. Sem julgo, sem condenação. Era um avaliar de anseio apenas. Ambos nasceram de novo no instante em que um olhar ressuscitou uma parte abortada por tantos olhares ditadores de eternidades sem jeito. Todas as carências celebraram a novidade de ser significado, importância. Foi resgatado um valor seqüestrado nos cativeiros dos esquecimentos, sem precisar de passado, o presente é a escultura que os dois esculpiram no instante em que se olharam apenas como quem nunca se viram. Não tem segredo, mas também não há transparecia, senão, a de que as  compreensões são indispensáveis para a vida que surge de insignificância como um mero olhar que nem descrito consegue ser.  

fátima oliveira     

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tempo artesão!




____/)___/)______./¯"""/')
¯¯¯¯¯¯¯¯\)¯¯\)¯¯¯'\_„„„\,)
Portas sem chaves

Olhar na fechadura
Corpos exibidos
Desejos expressos
Fugas...
Noites claras quentes como sol!
Eternidades...
Espalhadas e ardentes lamurias
Sufoco cúmplice...
Olhar morto
Grito mudo
Sussurros berreiros
Inexpressos...
Seqüestros, roubos, ameaças, latrocínios...  

____/)___/)______./¯"""/')
¯¯¯¯¯¯¯¯\)¯¯\)¯¯¯'\_„„„\,)


Dois desejos perdidos na tensão da vida.
Duas almas necessitando de rezas
Corpos condenados ao pecado, ao inferno...
Em uma curva o abismo vence, as pedras se quebram, o sangue jorra e as almas se despedem de mãos dadas, juram eternidades.  
Ficou a vida, passou. De morte os espíritos se casam, se amam sem alianças de ouro...
O mundo que já foi grande para os sonhos, agora não serve mais para a vida
Pousarão seus momentos numa flor de rósea e ainda assim o conforto lhes incomodará, lhes bastará à estrada e a flor pra pousar...  

fátima oliveira 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Silêncio



Ouvi outro dia um grito absurdamente silencioso que me fez tapar os ouvidos e calar-me. Fiquei a partir dele não surda, mas muda, sem respostas que chegasse ao seu alcance. Doeu como dói nascer, e nasci a partir do instante em que me calaram. Quando não soube dizer o porquê da dor, do medo, do não, que diante do sim se fez juiz do saber agir, e não promessas. Desde então sou voz gritante que diz em silencio que amar é afinar, desmanchar as artes, é inventar, dançar, mesmo que se errem os passos. O silencio me fez sombra de certezas que nem sempre precisam de profecias ditas. Aprendi a dizer não, sim, sem usar das magoas ou das alegrias surpreendentes que ambos possam trazer, em disfarce dou eu a versão para ambos através daquele que um dia achou ter me humilhado quando me deixou sem fala. Depois disso não me tornei sábia, mas descobri que há um meio mais fácil para ser verdade. 

fátima  oliveira     

domingo, 23 de outubro de 2011

Triagem


O espírito às vezes ainda lamenta ao outro que o sacie, as lacunas continuam sempre que um vento forte trouxer o que não é sólido, é preferível que a areia escorra pelas mãos... As tardes de chuvas ainda nos farão afogarmo-nos em um copo de guaraná, e mesmo assim, haverá securas, desertos! Calaremos nossas dores em poesias, canto fúnebre, no silencioso brado por socorro, em um olhar que diz apenas fique ou venha?  Cabe ao resistir declarar ou chorar, ha uma duvida que pode ser dividida através de um expor que nem sempre alivia, mas que liberta a prisão de ser só ou que prende na necessidade de partilha. São os vazios querendo ser parte de um ser que se descobre imperfeito pelo ato de não se permitir assim... Dando vez para o que falta, buscando ser completa. A sede continuará na medida em que a água falte, mas a estrada propõe a chegada a uma fonte, ainda assim a necessidade de uma mão será comparada a água que no fim não mais nos saciará, pois as sedes do agora precisam ser afogadas.           

fátima oliveira

domingo, 16 de outubro de 2011

Provações!



E na pluma leve descansa a dor e é na armadura densa que reage o amor. Que contradições são essas que me fazem querer ser pra sempre porcelana?  Só quero o lugar melhor da sala, que não me deixem empoeirar o rosto, que me sejam oferecidos olhares e que mesmo quando cabisbaixo, possam me ver esses olhos, (melhor com a alma) O valor está não apenas no bronze que me permitiria ser bela a ponto de um apreço, mas no quanto esse significaria pra alma que necessita de vida. Desejo ainda, ser protagonista de minha própria historia, pois não darei conta de ser multidão eufórica que nunca para, que anda sem saber em qual direção está indo. Quero andar sem salto, se for o caso, mas só quero ser feliz da forma mais digna que Deus me permitir. Ainda me encontrarei numa curva perigosa e descobrirei a graça que há nos recomeços ou no simples ato de saber ficar.  
  fátima oliveira

terça-feira, 11 de outubro de 2011

À meus poetas!


Mais uma noite de sonho...

Sonhei com uma figura ilustrada em grafite, com uma meia lua ao centro enquanto um olhar meio que perdido observava de um alpendre simples, numa casa humilde e com alguém que contrastava com sua poética postura ao erguer-se sobre o peitoril iluminado o sonho de descobrir a magia por trás de um brilho invasor e segredado de encantos. Não reconheci no sonho o autor que poetizava a noite com um gesto tão romântico e evangelizador, a figura sem movimentos fez gerar sentidos, pela simplicidade de um ambiente pacato e tão real... Desperta, levantei manso buscando razões para entender o encanto que um sonho rabiscado estampava, a ponto de sufocar as dores e imprecisões. A noite era negra e o sujeito não denominava cor. Só a lua imperava o brilho, porém não a vi, senão, no reflexo que o tal olhar transparecia. O dia exige provas, concretudes e na busca por humanizá-lo não foi difícil encontrar quem poderia assumir no meu coração presença viva de alguém tão docemente poético e particularmente real... Seria Jorge, Marcelo, Sandrio, João, Renato,  Edilson, Leandro, (foram tantos nesse 1ª ano que souberam notar minha poesia). Porém, seu nome será Tatá.  Ele é a figura que poetizou o sonho. Ele de maneira “tosca” poetiza minha vida. Sem palavras ou tantas vezes sem presença física, me exemplifica com o que é real, humano, me faz provar o sabor verdadeiro que ser bobo custa. Com ele aprendo; seja com sonhos ou perdas. Ele é uma das pessoas que escolhi para amar. E o escolhi sem lua, sem poesia, sem olhar. Foi numa realidade indefinida, e humanamente regrada. A amizade é como uma corda que enlaça os pés sem que sejam preciso os nós. Não sei do começo. Recordo-me dos momentos de raiva que já me fez sentir (ele me incomoda) talvez por isso sua vida seja motivo de eternidade em mim. Talvez fosse melhor não dizê-lo sobre isso, ele não dará à mínima, não por arrogância, mas porque, assim como os demais,  ele me faz acreditar que não precisa, que tudo é muito maior que um mero poema. Porém é assim que escolho comemorar um ano das palavras simples, essa é a forma de dizer que ele existe porque existem verdades de sentimentos que se fazem eternos em meio às contradições da vida.  
fátima oliveira

domingo, 2 de outubro de 2011

Sem nome, amor!



Existem vestígios de você pela minha pele, não a pele que o sol encarde, mas a pele da alma. Há em mim um sorriso teu em cada ponto, um cheiro teu em cada brisa, há em mim um querer de reverte, um sentido partido de voltar a encontras-te. Não só como veneno é esse vício, mas antes, como o doce que há no sangue que a veia se alimenta. Vez ou outra percebo-te aqui, sendo eu, agindo em mim como a razão que o ato atribui o sentido. Meus olhos o ver sem buscá-lo, és o que provoca meus arrepios, o que aquece meu frio da alma em tarde escaldantes. Não diria que o tenho, antes, fazes parte do que sou, pois sem ser sonho és em mim o que já está o que já é. Um sentido que não tem nome, poderia ser tudo o que é infinito e ainda assim seriam miseráveis as comparações, pois não serias tu, apenas forças, mas também inércia o que me deixa sem ar, o que me faz parar, em mim você é mais forte do que eu mesma já pude me imaginar. 
fátima oliveira

sábado, 24 de setembro de 2011

Gente, como dois mais dois são quatro!

 Visando o passado, tentado ser eu, me vi em partes remotas de alguém em recuperação. 
Recordações de dores finitas, caricatos que deixaram dores provenientes de sonhos eternos. 
Uma vida inválida para quem enxerga além das manhas encantadoras que “as verdades” proporcionam. 
Anormal, perambulo idéias e segredos que me fizeram insana à visão cientifica do mundo, ando a esmo em  fatos demasiados, sem buscar verdades, (já tenho a minha)...
Realizando os dias como quem escreve poesia, canta no chuveiro, embala uma criança ao sono. 
Escutando o silêncio é que  amo sem palavras. 
fátima oliveira   

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sereníssima.


Em passos de chuva fininha, 
Relutantes os segredos, 
Abreviaram os encantos, enobreceram-se as núpcias em verdades efêmeras, 
Eternas marcas transformaram-se em sol afogado em brisa. 
Há um choro querendo ser acalento, uma vida querendo ser sonho verdades que se abrem as dúvidas, mas que se mantém em bússola. 
A base de sussurros se alimenta o devaneio, 
Sem fazer questão de ser letra, sendo apenas sutilmente gestos de melodia suave que faz dançar na chuva. 
fátima oliveira  

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pra que títulos?

São as palavras querendo saltar do decote, olhares que norteiam fugas. Não daremos conta de sermos humanos, somos frágeis!
Parece infantil demais, porém, não entendo os errantes não defenderem seus erros, não entendo os medrosos disfarçarem suas covardias!
Os amantes não declararem o seu amor e os corajosos não amarem!São desejos sufocados no suspiro profundo de um sentir que dói, machuca e não ensina. São verdades inconfessáveis, que nunca existirá, pois, alguém a abortou no silêncio de uma dúvida não dividida. São sonhos estragados pelo medo de ser sonho apenas. E assim vai passando, enquanto sentados analisamos a melhor hora, a melhor pessoa, esquecendo um agora que tem cara feia. E na ilusão de perfeição aprisionamos a vida em um sepulcro de inverdades, como se alguém tivesse nos prometido que seria fácil.
fátima oliveira
  

domingo, 11 de setembro de 2011

Desvenda!


Chegando a hora da despedida. Tudo ficará para trás enquanto o tempo se fará dia presente.
Novas descobertas. A multidão acordada se tornará deserto e o deserto será apenas a pousada na beira da estrada. Enquanto a história não se resume em passagem a estrela sobrevive às trevas do medo superando encantos de egoísmos e unidade. Resgatando olhares, despertando poesias. Em busca de uma noite que não esteja invadida pela lua. E que o sol volte com imperialismo necessário para dá tempo
à reconstrução de seu brilho, pois a empolgação do dia seguinte nunca superou o da noite que passou. Sendo personagem de sonhos, causando pesadelos e inquietações, mas na noite, porque deverá o dia ofuscar o que só no escuro se consegue notar. 

fátima oliveira      

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Patética


Resulto de vinte e cinco anos de um sonho real e fantasioso, sou a filha pródiga que já voltou, sou promessa que ninguém faz, sou cinderela com sapatos de salto quinze, sou bela acordada pra ilusórios, contradigo o que encanta. Tenho gosto de amor sem juízo... Mas, sou apaixonada pelo segredo que a declaração não estraga.  Não sou passado, mas processo, não sou poeta da roça, mas falo em palavras simples, sou momento que mais fere que cicatriza, sou quase um ser insignificante, mas um ser crente de suas incapacidades e possibilidades. Sei que sou bela porque aprendi a me enxergar além dos óculos, sei que tenho alma. Alma que ama pessoas pequenas, mas que se fazem eternas como você, em resumo, tudo se torna pouco ou nada, mas também sei viver sem medir, sem quantificar a importância que um “sigo” traz, falo de agora que me farão futuro, por que quero que seja assim. Se amanhã eu ficar cega ou muda, ainda assim, não perderei a capacidade de sentir o quanto amar me encanta. Estou sem saída ficando assim, cada vez mais apaixonada por essa idéia de viver intensamente, porque o presente me faz bodas de pratas para um futuro que já me prova que não será só promessa... Só não me imaginem além  disso, senão, serei decepção.  

Fátima oliveira

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Relatos!

Não precisa que te preocupeis com que demonstra "a sociedade", com o que fazem "os outros", para que não te perca da tua própria vida, está passando algo ai (não ao teu lado) ai dentro de você, coisas que sua miragem no que é do outro não te deixa notar. Outro dia ouvi um relato que muito me fez pensar, uma aluna me contou que a vida dela era uma porcaria, porque tudo estava errado, havia perdido a mãe muito cedo e nunca havia visto o pai, que morava com uma madrinha que amava os filhos, e ela estava sempre em segundo plano, e juntava relatos passados com expectativa que ela havia criado de um futuro que, sinceramente, não acredito que lhe trouxesse a felicidade que ela tanto ansiava. Com treze anos de idade ela já acreditava ter encontrado aquele que seria “a solução” e que transformaria toda sua realidade. De imediato percebi que a aluna resumia sua vida em passado e em futuro, e  se referia ao presente sempre em uma mesma frase chorosa “tia, a minha vida é muito triste” isso me marcou, ficou aqui e já me fez refletir muito, sobre, como criamos em nossa cabeça um ideal de felicidade. Olhamos o passado como um período injusto e esquecemos-nos de perceber o quanto ele nos proporcionou amadurecimento, com essa visão, notamos o presente apenas como sobras de erros e culpas, sem notar o quanto há de bom, os motivos que hoje nos fariam ser  pessoas mais felizes se nos déssemos o direito de vivê-lo, e assim, conseqüentemente, criamos expectativas de um futuro idealizado, que nunca terá vez, senão tivermos a consciência de que ele nada mais é que um espelho que refletirá  o que somos agora... Não sou psicóloga, filósofa ou algo do tipo. Falo de mim de coisas que vivencio que me marcam e que me fazem pensar e rever até que ponto sou  e posso ser, vejo minha vida como a empresa em que eu sou a administradora, se eu não a cuido, certamente ela irá falir, não estou presa nessas empresa sei que os meus empreendimentos serão exportados e que por isso também sou responsável pelo que crio e promovo. Devo prestar conta não com os meus credores mais com um mestre que não me deu esse cargo por acaso, mas que acredita nas minhas potencialidades e que certamente por isso é generoso e isso me livra das culpas e me faz ver a vida com magia e encanto. Rezemos, para que o sentido seja notado e que assim, pessoas encontrem-se e percebam sua importância para “esse mundo”.  

fátima oliveira        

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Em verbos



Decifrando uma noite
Dividindo um silêncio
vivendo as bobagens
Arrepiando um olhar
Desejando um beijo
Carecendo de um sorriso
Sufocando um vazio
Escondendo uma lágrima
Avaliando palavras
Buscando não dá sentidos
Chorando um poema
Emudecendo as músicas
Eternizando o aroma de um
Abraço.


fátima oliveira

domingo, 21 de agosto de 2011

Sigo®



Recuperei a fonte de uma lágrima perdida, recuperei o choro antes engasgado, me vinguei do silêncio que tanto me fez sanar loucuras vivaz e cogente, adoeci as certezas que tanto me faziam mentir, afoguei os encantos que se forjavam eternos. Hoje choro por um amor, cometo a loucura de me declarar, exalto minhas dúvidas e sonhos. Sem medo de perdas cheguei a ter medo de me perder, tenho andado sem cadeias e cometido alguns crimes, em lei talvez os números não me condenem, mas em sentidos sou julgada em um código penalizador. Estou amante, descobrindo o prazer de ser dois, sem pedir nada, além de ser separadamente dois, sem a prisão que o ser livre traz.

Fátima oliveira

sábado, 20 de agosto de 2011

De mãos dadas

 
Uma distância é insignificante, pois o amanhã possibilita e responde com encontros os caminhos separados pelas voltas necessárias que a vida exige.
No encontro há dois rumos se fazendo convite a descobrirem novas buscas. Trilhar o desconhecido, porque ainda não apetece o que temos. Há um desejo mudo querendo ser palavras, um desejo cego querendo enxergar.
E um novo poema é escrito nos passos lentos de uma espera que afoga rotinas, que se faz sonho, anseios. Até que venha o ponto almejado o agora vai se excitando na ânsia de viver.
E momentos vão se eternizando nas delícias que só o desconhecido traz. Assim se fazem os presentes que se concretizam no que é imprevisível e sedutor. 
fátima oliveira

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Suposições

"Normais" fazem de suas histórias paralelos entre o real e o que seria um sonho, outros vivem ilusões apenas, já os poetas não resistiram se acordasse e descobrissem que não teria poesia em viver.


Pessoas grandes resumem pessoas pelos fatos, pessoas pequenas não idealizam pessoas, amam perdoam decepcionam-se e vivem, ou sonham!

Verdades nada mais são do que angustias transferida. A vida é o agora, sem antes nem depois, a construção é feita de um concreto ainda delicadamente brando.


Sonhos não são nada mais que a certeza de uma dúvida eternamente precisa, porém a vida é exigente e sonhar requer desapego, requer verdades, porque acreditar no sonho também é preciso. 

fátima oliveira

sábado, 13 de agosto de 2011

Papai!


Herói de mãos calejadas, físico suado. Olhar que necessita de poesia pra nãos ser confundido com autoritarismo.

Charme “antigo” que o faz superior a qual quer outro de seu gênero. Homem, mas antes guerreiro e fortaleza.

Personagem de um cenário santo, representante de um Deus homem, mas amantes da poesia que é feminina.

Existência imperiosa que se firma nas muitas vezes que tem de se curvar em defesa do que lhe move ao não desistir, suas crias.

Aparência brava, temível, mas antes, plantador de uma segurança inigualável de quem sabe o que é proteção.

Representante de caráter, formador de índoles, aquele que mata não só a fome física, mas que sabe sobre a fome d’alma.

Ditador de um amor pouco notado, mas sempre valioso já que o resultado é sempre a moral e o respeito.

Capaz de ordenar com delicadeza e sabedor do quanto isso o faz amado por essa que ele educou para o amor. 
 fátima oliveira.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Segredo!


Que verdade me traz?
Não adianta!
Não me provoque.
Amo-te sei que sim,
Mas é sem Acreditastes;
Sem seus vômitos de certezas.
Não me convencerias do que és.
Não tenho razões para duvidar,
Só não tente me convencer.
Complicado, talvez, mas é a regra,
Seu limite se esbarra no meu.
Sou sua busca, talvez.
Aviso, não me encontre,
Não quero assustá-lo
Mas esse seria o fim.
Também não preciso tê-lo.
Deixe-me acreditar na ilusão de possuí-lo.
Venha, mas não me entregue você.
Deixe que eu o busque, sem pressa, com ânsia.
Mantenha me presa, mas não me mostre às grades,
Isso também seria motivo para um fim.

fátima oliveira