domingo, 2 de outubro de 2011

Sem nome, amor!



Existem vestígios de você pela minha pele, não a pele que o sol encarde, mas a pele da alma. Há em mim um sorriso teu em cada ponto, um cheiro teu em cada brisa, há em mim um querer de reverte, um sentido partido de voltar a encontras-te. Não só como veneno é esse vício, mas antes, como o doce que há no sangue que a veia se alimenta. Vez ou outra percebo-te aqui, sendo eu, agindo em mim como a razão que o ato atribui o sentido. Meus olhos o ver sem buscá-lo, és o que provoca meus arrepios, o que aquece meu frio da alma em tarde escaldantes. Não diria que o tenho, antes, fazes parte do que sou, pois sem ser sonho és em mim o que já está o que já é. Um sentido que não tem nome, poderia ser tudo o que é infinito e ainda assim seriam miseráveis as comparações, pois não serias tu, apenas forças, mas também inércia o que me deixa sem ar, o que me faz parar, em mim você é mais forte do que eu mesma já pude me imaginar. 
fátima oliveira