sábado, 2 de abril de 2011

Amor santo!



 Dos amores que me encantou nada jamais me fez esperar tão pouco ou nada, talvez a presença me fosse suficiente ou necessária, mas nunca me deu motivos para não as ter, ao contrário, aqui estás se faz e me realiza, um amor sutil, deliciosamente pueril e sabiamente constante, certezas não se fazem importantes, mas desnecessárias para que se mantenham as chamas, o encanto. Nenhum outro amor é tão sugestivo e completo. É uma esperança que não só faz promessa de felicidade, mas que já faz bem. Faz do agora: sol que brilha, noite que aconchega, água que lava e purifica que transforma olhar em palavras e, palavras em poesias, melodias, e, sonhos em realidades. É um sentido que apetece e sacia em dimensões similares. Se há imperfeição é de mim que parte, sae, manifesta-se, mas é que ainda não sou sabiamente grande para o não deslize, a não traição, porém uma vez que me conquistastes estarei sempre aos teus pés pedindo perdão, porque em nenhum outro encontrei desejo e prazer, antes foram apenas um: desejos sem prazeres ou o contrário, preciso desse amor, nele me viciei e já não sou nada sem você, te encontrei agora não te largo mais, porque já não sei viver sem te querer.   

FATIMA OLIVEIRA                                                                                                                                                       ABRIL 2011 

Um comentário:

  1. O "santo amor" dos loucos.
    quem é louco senão aquele que ama?

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