quarta-feira, 12 de março de 2014

De Marcello Silva



SAUDAÇÕES

Fatima Oliveira)

Sentir sua falta
O café esfriou
E na cadeira vazia, um poema incompleto.

Quanto tempo!
Alguns crepúsculos ou auroras transpassaram-me

Cadê teu cheiro de poesia?
Tua cor de metáfora ou seria de lírios das serras?
Em que vitrine (empoeirada?) te esconde?
Adormece em alguma crisálida?

Ave poesia!
Saudações...

PHB - 060314


sexta-feira, 7 de março de 2014

" Não há culpados..."!




Não sou e nunca serei Adélia Prado, nem tenho livro algum para
justificar minha demora em escrever... Não sou nem mesmo escritora, eu
não mereceria este título, mas justifico igual: " Estou tentando viver
da melhor forma... Fico feliz em saber que o vulcão não foi instinto"!

"Vou me fundamentar na arte do amor, para ser religiosamente entendida pelas pessoas simples e pelas pessoas cultas."
EU!

"A poesia é maior que a gente"
Adélia!

sábado, 9 de março de 2013

Sou Brega...




                                                                         ...Tão brega que amo!



                                               
                                               

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Desdém!




Tem um barulho impedindo que eu te escute, coração!

Vozes chegam a me sufocarem...

Até os olhos se fecharam!

A vulnerabilidade me deslustra!

Sem visão, o engano se fez em gritos.

Nada ouvi, também nada amei!

Se a vida é sem amor, não sei...

Assustado se escondeu o coração!





 Fátima oliveira




terça-feira, 5 de junho de 2012

(...)
Hoje Deus me devolveu, assim, por acaso, a ponta do fio que me fez um dia notar a magia que há em reconhecer que a salvação divina está no encanto de, em tantas manhãs acordar com a voz que todos os dias te faz levantar pra vida, com um jeito de quem exige que você se mantenha de pé... É um fio entrelaçado por outras linhas para se fazer novelo consistente e de forma multipla se faz apenas um, esse é o sentido da familia que se tem, ao todo é apenas uma, mas são linhas quando vista nas particularidades. Hoje Deus veio me lembrar que na simplecidade de um lar a santidade se faz e que o céu, assim, fica palpável, sem a necessidade de ir tão longe, pois a realidade de cada um é feita das transformações acarretadas de capacidades e desempenho com que se olha a vida. É uma felicidadezinha quieta no calor de um abraço de mãe ou nas risadas despropositadas dos irmãos que se xingam entre uma e outra... Assim fica fácil ser feliz! Dessa ponta do fio se vai desnovelando a vida com todos os cuidados de não perder a ponta, pois é o que dá sentido para as demais aventuras que esse desnovelar certamente proporcionará, e assim como quem luta pra não perder essa magia, a vida segue, sem se cansar de ser humano!

Fátima Oliveira

terça-feira, 22 de maio de 2012

Júbilo!


Saltou no vento a pétala da rosa branca!
Enquanto voou, adormeceu (por segundos) o  encantos do pra sempre... 
Era só uma rosa vista as estreitas!
Amou demais que escorreu pelos cantos as sobras de sentimentos, porém restaram... 
Não para serem restos, mas para ser pra sempre!
Os intervalos sempre fizeram parte da íntegra, muito embora não sejam continuidade!
A marca foi trazida em essência única de rosa branca que embalou o sono em tarde quente 
e assim o eterno se fez...

Fátima oliveira

domingo, 22 de abril de 2012

Felicidade, além de sugestões tênue!

Imagine você, que em uma tela estivesse presa a nossa imagem juntas; talvés nos beijando, talvés em um abraço  medroso, ou apenas nos olhássemos como naquele dia que resisti você, mas vá além na imaginação agora, pense que essa imagem esteja em mosaicos, e que em cada uma tenha, não só nós dois, mas tenha também o todo que nos fez ser NÓS, até mesmo aqueles NÓS que não deu pra desatar (ainda)... Agora poderiamos, ir ainda mais além, sugiro que coloque poesia na imagem e que não veja cada mosaico separadamente, mas olhe-a  por completa, junte as partes em uma única forma e perceba o quanto que existe beleza na junção, no todo... Sem pretenção, mas faça esse último pedido: entenda a poesia que há nas partes juntas, será como o sonho de nos juntarmos também, sem saber o que seria quebrado ou juntado, apenas casar as partes que faltam na nossa imagem com a falta que nos provocamos... Deixe que eu torne possível o que nos impede, permita-me retirá essa face de despreso que lhe faz não querer, nem mesmo olhar a imagem que nos sugere a magia que seria se pudéssemos nos encontrar e não falar em suposições, e não falar de coisas, e não falar de mais nada, apenas está alì, numa imagem que seria nossa, apenas nossa!

fátima oliviera