domingo, 8 de maio de 2011

Amor que salva!


O tanto que ser mãe é necessário é refletido na falta do amor no mundo:
Sinto falta de mãe quando vejo o ser humano prematuramente infeliz;
Cobro a presença da mãe nos momentos que jovens se prostituem;
Se dona chaga tivesse lá seu amor os salvavam.
É doloroso perceber que o amor de mãe é pouco pra suprir carências;
Mais doloroso ainda é a falta de compromisso;
Biologicamente qual quer um é mãe ou pai;
Amor de mãe deve ser salvação em toda ação:
No olhar que aconchega, mas também no que condena para ensinar.
A falta da mãe está retratada no alvoroço dos lares sem mulheres na hora do almoço.
Roubaram nossas mães, as tornaram presidentes de outras casas;
Fizeram-nos submissos as leis gerais;
Sentimos necessidade de uma lei caseira, particular, dirigida as nossas necessidades mais ocultas;
 Aquela regra que só mãe que cuida conhece mais do que a nós mesmos.
Só espero que a esperança não morra.
São novas as regras, mas, o amor é antigo, porém, é também renovável. 

fatima oliveira 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sussurros de palavras, simples!


As palavras brincam de me despir
Em um mero sentir e elas se insinuam:
Zombam da minha timidez e me deixam nua;
Já brinquei de inventá-las e nada soube dizer:
Já elas me calam e se mostram;
Ocultam-me e me propagam com o maior prazer.
Até concordo com Marcelo silva,
O poeta que diz ser o silêncio seu melhor poema.
Mas ainda não aprendi controlá-las!
As palavras imperam minha mudez;
Rasgam os mistérios que não sei desvendar;
Os meus sentidos se tornaram cúmplices, sobre tudo o olhar!
Já não respiro sem ser poeta de “palavras simples”;
É assim que não me dou conta da dor.
Não dá pra ser poeta do silêncio sendo refém da palavra AMOR

fátima oliveira                                                                                                                                                 maio 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Inópias!



Hoje a noite está fria:


Sugere pele quente;


Fogo abrasador que um beijo traz.


Frio interno congela a alma.


Hoje é o corpo que arrepia uma friagem de carência.


Nem dar pra saber se é a noite:


Serão sonhos, saudades, desejos?


Canções que excitam, penetram, mas não saciam!


Agora a melodia sugestiona libidinagem;


Deprava a poesia santa;


Faz de um anjo, Deus:


Deus do pecado, do prazer...


Faz do pecado motivos de santidade...


Noite que prostitui idéias novas de querer;


Que simplesmente desejaria ser eterna.


                                                                                    fatima oliveira                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tiros de conclusões!




(...) E existem momentos que nem mesmo as borboletas servem de inspirações... 
A luz não reflete nada mais que insultos.
Os poetas deveriam morrer antes de expressarem a alma negra da ilusão:
Sempre há um dia que seremos cobrados pela fratura da pobre esperança;
Um olhar ou uma palavra que condenam tem o poder de destruir futuros... 
A respiração incontrolável anuncia o desespero por ressuscitar o sonho destruído.
“O simbolismo” é tão raro e ainda há quem o menospreze!
“O diabólico” não tem expressão própria, mas disfarces!
O amor é a verdade que conserta e a maldade também AMA destruir.
Tiro conclusões, mas, apenas tiros!
Certas experiências seqüestram ingenuidades e a esperança tá doente, foi gravemente fraturada, já não voa!
Mendigar por amor é esquecer-se do valor que esse deve ter!
Uma fada agora já sugere sarcasmos!
O ser humano se reduz em ser grande, além do que cabem os sonhos, as doces ilusões...
Sou fada, primeira dama do amor, amante da ilusão, melhor amiga da dúvida, conselheira dos sonhos, filha de papai noel.
Síndica de um prédio onde não pago por moradias, mas por despedidas, desapropriação.
Divido as dispersas com as borboletas, coelho da páscoa, duendes e príncipes...
Nada mais me preocupa, senão, a morte da esperança, é em me que dói sua dor!

fátima oliveira                                                                                                                                                        maio 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Além da imperfeição!







Nas provas os resultados de reprovação já se dão pela necessidade de se avaliar. As analises pressionam, humilham. Porém momentos exigem provas e nessa naturalidade qual quer atitude serve como comprovação. Por vezes somos resumidos “em minutos”, em nada serviram os processos, passamos a ser imaginados pela miséria que nos proporciona o presente, nunca, em nenhum segundo dá pra ser perfeita a bondade, a perfeição se faz nos passos tortos que desenha a estrada por onde é mantido o caminho, a vereda é refeita a cada passo dado é assim que comprovam sua existência, não sendo necessário que levemos nas mãos sempre algo que cortem os galhos ou arranque do solo o mato, somos presentes adoráveis que se construíram na imperfeição que o passado não pode recusar. O passado deveria ser reverenciado, só ele conhece o que foi rabiscado, rasurado... O hoje recebe já passado a limpo, e nada seria sem os rascunhos que se fez notar e corrigir as imperfeições. Generosidade tem a ver com os cuidados que damos a quem nos possibilita enxergar a imperfeição, essas só são apontadas por aqueles que antes viram que poderá ser melhor se for feita a correção no tempo certo, e nem necessitam de provas, o olhar para o que há de melhor já diz sem que precisemos agora ser amplamente bom. Ainda dá pra recuperar o que pela falha não é notado, por que alguém conseguiu ver além do que tá manchado, porque os santos não se prendem as margens, ao agora...  O hoje é o horizonte que proporcionou a chegada e que se fez maior do que as pedras, mas horizontes não terminam, basta ser erguida a cabeça e um outro nos motiva, nos sugere, mas nem por isso daremos vez aos esquecimentos.


fátima oliveira                                                                                                                                           abril2011


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Imerso!



 Alucina-me as lembranças de uma noite chuvosa aquecida pela companhia que induzia o frio, a ausência da dor que só a visão do impossível traz. No dia que cada minuto foi devidamente escrito só para amar. Os chuviscos embalaram as decisões da ida ao lugar certo no momento certo, tudo a favor de uma perfeição até então descrente, desiludida, porém sonhada. O tempo do temporal não durou o suficiente para que a ocasião “desse conta”, ainda havia muito a fazer! Cada recorte do tempo uma certeza de “já tá bom”, pois a credibilidade superava as expectativas. O cheiro de terra molhada incrementou a naturalidade da noite, nem precisava ser festa, dentro já era feriado universal, em êxtase nada foi dito, viver era ansiosamente preciso, esperado... Apenas fatos, concretudes que mais pareciam os sonhos já tantas noites ensaiados pelos desejos e pensamentos. E no fechar dos olhos o tempo voou, mas não levou o gosto que teve o beijo, nem o calor que trouxe as carícias... Deixou a certeza do querer, do que faz valer à pena querer, deixou à ilusão acesa, a espera alimentada no limite de saber sonhar.

fátima oliveira                                                                                                                                          abril 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Descarte!







Naquele dia bastaria alguma piedade somente...

De nada adiantaram os choros, as palavras programadas.

 Os ofereces vistos com desvantagens e insignificância.

De repente transformada em “minuto”, sem lembranças, sem marcas...

Só um implorar sem chances, condenada por atitudes de rejeições.

 Sem espera, sem planos, folha rabiscada transformada em cinzas.

Uma saída devagar, em passos de quem quer ficar, sem saber pra onde ir.

Estilhaços, cacos... Lá ficaram as peças do quebra cabeça a ser montado!

Sem volta nem ida, sendo o “agora”... Sujeita ao “simbólico ou diabólico”.

Podendo ser preenchida ou roubada.  Foram desprezados os tesouros,

Dispensados os valores, jogada fora a melhor parte possível...

Fátima oliveira                                                             abril 2011