sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Relatos!

Não precisa que te preocupeis com que demonstra "a sociedade", com o que fazem "os outros", para que não te perca da tua própria vida, está passando algo ai (não ao teu lado) ai dentro de você, coisas que sua miragem no que é do outro não te deixa notar. Outro dia ouvi um relato que muito me fez pensar, uma aluna me contou que a vida dela era uma porcaria, porque tudo estava errado, havia perdido a mãe muito cedo e nunca havia visto o pai, que morava com uma madrinha que amava os filhos, e ela estava sempre em segundo plano, e juntava relatos passados com expectativa que ela havia criado de um futuro que, sinceramente, não acredito que lhe trouxesse a felicidade que ela tanto ansiava. Com treze anos de idade ela já acreditava ter encontrado aquele que seria “a solução” e que transformaria toda sua realidade. De imediato percebi que a aluna resumia sua vida em passado e em futuro, e  se referia ao presente sempre em uma mesma frase chorosa “tia, a minha vida é muito triste” isso me marcou, ficou aqui e já me fez refletir muito, sobre, como criamos em nossa cabeça um ideal de felicidade. Olhamos o passado como um período injusto e esquecemos-nos de perceber o quanto ele nos proporcionou amadurecimento, com essa visão, notamos o presente apenas como sobras de erros e culpas, sem notar o quanto há de bom, os motivos que hoje nos fariam ser  pessoas mais felizes se nos déssemos o direito de vivê-lo, e assim, conseqüentemente, criamos expectativas de um futuro idealizado, que nunca terá vez, senão tivermos a consciência de que ele nada mais é que um espelho que refletirá  o que somos agora... Não sou psicóloga, filósofa ou algo do tipo. Falo de mim de coisas que vivencio que me marcam e que me fazem pensar e rever até que ponto sou  e posso ser, vejo minha vida como a empresa em que eu sou a administradora, se eu não a cuido, certamente ela irá falir, não estou presa nessas empresa sei que os meus empreendimentos serão exportados e que por isso também sou responsável pelo que crio e promovo. Devo prestar conta não com os meus credores mais com um mestre que não me deu esse cargo por acaso, mas que acredita nas minhas potencialidades e que certamente por isso é generoso e isso me livra das culpas e me faz ver a vida com magia e encanto. Rezemos, para que o sentido seja notado e que assim, pessoas encontrem-se e percebam sua importância para “esse mundo”.  

fátima oliveira        

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Em verbos



Decifrando uma noite
Dividindo um silêncio
vivendo as bobagens
Arrepiando um olhar
Desejando um beijo
Carecendo de um sorriso
Sufocando um vazio
Escondendo uma lágrima
Avaliando palavras
Buscando não dá sentidos
Chorando um poema
Emudecendo as músicas
Eternizando o aroma de um
Abraço.


fátima oliveira

domingo, 21 de agosto de 2011

Sigo®



Recuperei a fonte de uma lágrima perdida, recuperei o choro antes engasgado, me vinguei do silêncio que tanto me fez sanar loucuras vivaz e cogente, adoeci as certezas que tanto me faziam mentir, afoguei os encantos que se forjavam eternos. Hoje choro por um amor, cometo a loucura de me declarar, exalto minhas dúvidas e sonhos. Sem medo de perdas cheguei a ter medo de me perder, tenho andado sem cadeias e cometido alguns crimes, em lei talvez os números não me condenem, mas em sentidos sou julgada em um código penalizador. Estou amante, descobrindo o prazer de ser dois, sem pedir nada, além de ser separadamente dois, sem a prisão que o ser livre traz.

Fátima oliveira

sábado, 20 de agosto de 2011

De mãos dadas

 
Uma distância é insignificante, pois o amanhã possibilita e responde com encontros os caminhos separados pelas voltas necessárias que a vida exige.
No encontro há dois rumos se fazendo convite a descobrirem novas buscas. Trilhar o desconhecido, porque ainda não apetece o que temos. Há um desejo mudo querendo ser palavras, um desejo cego querendo enxergar.
E um novo poema é escrito nos passos lentos de uma espera que afoga rotinas, que se faz sonho, anseios. Até que venha o ponto almejado o agora vai se excitando na ânsia de viver.
E momentos vão se eternizando nas delícias que só o desconhecido traz. Assim se fazem os presentes que se concretizam no que é imprevisível e sedutor. 
fátima oliveira

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Suposições

"Normais" fazem de suas histórias paralelos entre o real e o que seria um sonho, outros vivem ilusões apenas, já os poetas não resistiram se acordasse e descobrissem que não teria poesia em viver.


Pessoas grandes resumem pessoas pelos fatos, pessoas pequenas não idealizam pessoas, amam perdoam decepcionam-se e vivem, ou sonham!

Verdades nada mais são do que angustias transferida. A vida é o agora, sem antes nem depois, a construção é feita de um concreto ainda delicadamente brando.


Sonhos não são nada mais que a certeza de uma dúvida eternamente precisa, porém a vida é exigente e sonhar requer desapego, requer verdades, porque acreditar no sonho também é preciso. 

fátima oliveira

sábado, 13 de agosto de 2011

Papai!


Herói de mãos calejadas, físico suado. Olhar que necessita de poesia pra nãos ser confundido com autoritarismo.

Charme “antigo” que o faz superior a qual quer outro de seu gênero. Homem, mas antes guerreiro e fortaleza.

Personagem de um cenário santo, representante de um Deus homem, mas amantes da poesia que é feminina.

Existência imperiosa que se firma nas muitas vezes que tem de se curvar em defesa do que lhe move ao não desistir, suas crias.

Aparência brava, temível, mas antes, plantador de uma segurança inigualável de quem sabe o que é proteção.

Representante de caráter, formador de índoles, aquele que mata não só a fome física, mas que sabe sobre a fome d’alma.

Ditador de um amor pouco notado, mas sempre valioso já que o resultado é sempre a moral e o respeito.

Capaz de ordenar com delicadeza e sabedor do quanto isso o faz amado por essa que ele educou para o amor. 
 fátima oliveira.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Segredo!


Que verdade me traz?
Não adianta!
Não me provoque.
Amo-te sei que sim,
Mas é sem Acreditastes;
Sem seus vômitos de certezas.
Não me convencerias do que és.
Não tenho razões para duvidar,
Só não tente me convencer.
Complicado, talvez, mas é a regra,
Seu limite se esbarra no meu.
Sou sua busca, talvez.
Aviso, não me encontre,
Não quero assustá-lo
Mas esse seria o fim.
Também não preciso tê-lo.
Deixe-me acreditar na ilusão de possuí-lo.
Venha, mas não me entregue você.
Deixe que eu o busque, sem pressa, com ânsia.
Mantenha me presa, mas não me mostre às grades,
Isso também seria motivo para um fim.

fátima oliveira