quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Marcelo Silva, "o pescador de ilusões" !!!!!!!


 ( Á Carmen Silvia; Fátima Oliveira; Simone Cardoso e Luzirane Souza. )

 Quantas mulheres se escondem em uma só?
Quantos gritos resumidos, em um único
                                                        [gemido?
Mulheres que não vi
Escondidas sob uma única pele
Detrás de dois olhos apenas.
Quantas personalidades, jeitos, andares,
Olhares... Num único corpo.

Quantas faces!

Amar sob pressão do ódio
Odiar por tanto amar tanto
No entanto
Nunca amar.

Dentro de uma bela reside uma fera
Uma cinderela, branca de neve
Pequena sereia...
Ainda que astutas, também adormecidas

Quantas personagens sem nome!
Quantas vozes caladas!
Quantos caminhos não percorridos,

Roteiros incertos!

Quantas faces!

Quantas utopias  esquecidas,
Amores roubados.
Quantas mulheres morrem
Dentro de uma única, sem terem sido, sequer
                                                               [notadas?
                                                                                                                                            

                                                                                                                                    marcelo silva.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Efêmero


Passou depressa demais
Deixou certezas demoradas
Foi levando meu suor de lágrimas
E meu riso perfeito, mas escasso
Já não me cabe a dor
Nem me ilude o amor!
Sumiu como quem só veio pra “aparecer”
E provocar agradáveis desesperos,
Ainda assim o sol não mais nublado está
Nem isso é capaz de deixar,
Porém, o mar ainda corre e com ele a esperança que mesmo assim não morre, mas que também não fica!
Dizer-te amor, não é possível, porém necessário.
Não seria eu, sem as certezas que trouxestes,
Mas a ela sobrevivi à dor, meu amor!
   
 Fátima –janeiro de 2011.

domingo, 16 de janeiro de 2011

SANDRA.

Um pedaço de mim já não mais me aquece com sua presença, respira em outro recanto que a partir de agora será encantado com sua magia de princesa brava. Meu indeciso coração se baseia em certezas que só adquiri com você do meu lado, como dizê-lo que certezas sobrevivem às ausências? Sobrevivo de amores e um deles agora está longe do meu abraço. Tanta dor me ajudou a superar e agora não me oferece meios de te demonstrar que me tornei forte. O amor é um processo ignorante que se educa da contraditória ilusão. A grandiosa coragem da "pequena" entre “as três” prova que convicções são maiores que estereótipos. Não me cativas por ser parte de mim, mais por se fazer necessária, (poucos se irritam com minhas gargalhadas como você). Que adeus que nada, apenas até logo, por que não me atrevo sofrer se estás em busca de ser feliz. Apenas saudades.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

VOCÊ!

                                                                        
Na penúria das minhas palavras encontrei na seriedade de uma face meiga alegria para decifrar a magia que a encantadora felicidade se esconde! 
 És como a noite chuvosa, aquieta as frágeis relações, porém, incendeia paixões fervorosas, caracterizando o que poderia ser "frio" e sonolento em uma desejável, "quente" e inesquecível tempestade de chuva...                                                                                 


(Fátima  Oliveira abril, 2010)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Palavras simples.




Por toda longa caminhada e percursos insano que fiz até então, foi quase nada o que já vivi: chorei, chorei de novo, sorri em gargalhadas tantas vezes irritantes; briguei, sonhei, causei, dancei... Amei, escondi, disfarcei, declarei e por isso também “dancei.” Já nem sei se vale à pena continuar com tantos pretéritos perfeitos, já senti vontade de no final dizer: “dormi, não vi...” Assim, provavelmente eu não teria que dizer o porquê sempre se dança no fim. O pior é ter que admitir-se idiota e duramente seca de sonhos, eu professo essa droga de doce ilusão, mas posso garantir, isso tudo é porque morro em overdoses com esse vicio irremediável que costuma fazer parte dos dias de seres desprovidos da sabedoria e insensível sanidade. Bom, e como se trata de um vício, agora eu não consigo controlar a vontade de usar um substantivo “concretamente abstrato” que tanto causa minha fantástica viagem utópica, em mais uma das tantas declarações de amores já escritas e expostas... O amor ainda me deixa bobamente fora da sanidade pode ser que quando não for mais assim eu  consiga falar de palavras simples.

Fátima oliveira                                                                     Dezembro de 2010

"No final permaneceu o amor" FELIZ 2011.