terça-feira, 4 de janeiro de 2011

VOCÊ!

                                                                        
Na penúria das minhas palavras encontrei na seriedade de uma face meiga alegria para decifrar a magia que a encantadora felicidade se esconde! 
 És como a noite chuvosa, aquieta as frágeis relações, porém, incendeia paixões fervorosas, caracterizando o que poderia ser "frio" e sonolento em uma desejável, "quente" e inesquecível tempestade de chuva...                                                                                 


(Fátima  Oliveira abril, 2010)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Palavras simples.




Por toda longa caminhada e percursos insano que fiz até então, foi quase nada o que já vivi: chorei, chorei de novo, sorri em gargalhadas tantas vezes irritantes; briguei, sonhei, causei, dancei... Amei, escondi, disfarcei, declarei e por isso também “dancei.” Já nem sei se vale à pena continuar com tantos pretéritos perfeitos, já senti vontade de no final dizer: “dormi, não vi...” Assim, provavelmente eu não teria que dizer o porquê sempre se dança no fim. O pior é ter que admitir-se idiota e duramente seca de sonhos, eu professo essa droga de doce ilusão, mas posso garantir, isso tudo é porque morro em overdoses com esse vicio irremediável que costuma fazer parte dos dias de seres desprovidos da sabedoria e insensível sanidade. Bom, e como se trata de um vício, agora eu não consigo controlar a vontade de usar um substantivo “concretamente abstrato” que tanto causa minha fantástica viagem utópica, em mais uma das tantas declarações de amores já escritas e expostas... O amor ainda me deixa bobamente fora da sanidade pode ser que quando não for mais assim eu  consiga falar de palavras simples.

Fátima oliveira                                                                     Dezembro de 2010

"No final permaneceu o amor" FELIZ 2011.

                          

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Difícil é não falar de amor.


 Possuo um sentido além dos cinco que me são “obedientes” que não me deixa conhecê-lo, nem tampouco controlá-lo, não suporto como ainda digo que sou dona se esse tem mania de pertencer mais a outros que a mim mesmo, eu nem preciso conhecer o motivo ou a causa de seus manifestos imponentes para que esse próprio se conceda o direito de se entregar aos fatos mais sonhadores, que mesmo com todas as situações de advindas afirmações coerentes insiste em se permanecer firme na incoerência humana e significado santo que é o amor, esse é o sentido da duvida e do prazer, e por conseqüência das doces, e na maioria das vezes, dolorosas ilusões. Na concepção poética de shakspierre “nada é proibido em nome do amor”, porém ai há a ausência do que se refere às conseqüências ilusórias de tal sentimento.  Existiria uma razão pra se deixar de falar de amor?

Fátima oliveira                                                        dezembro 2010.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Doce ilusão de poder!



Ah se pudesses não querê-lo! Talvez assim o quisesse como tanto preferi a outros... Contrários! Por não dar conta do hoje o amanhã seria a única esperança, mas por que o amanhã não chega e insiste em mandar o hoje em seu lugar? Seria  eu covarde, por esperar o mais covarde do tempo, aquele que nunca mostra a cara? Está sempre representado pelo "infeliz" do hoje, que muitas vezes nem percebido é mais assim! Quem disse que presentes se eternizam, por terem sidos percebidos?


(Fátima A. Oliveira - Maio de 2010) 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

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Limitação!

Em um lugar escuro sobrevive um pássaro ferido e maltratado se alimentando de ilusões reveladas nas muitas tentativas de vôos barrados pelo estigma na asa. Entre duas pedras vive uma flor esmagada, que luta para sobreviver e desabrochar em meio a um mundaréu de sufocantes e gigantes durezas rochosas, na briga por um lugar ao sol e o por um espaço, pássaro e rosa divide a mesma dor de impotência. Certamente sem saber que compartilham de uma mesma conjuntura, se sentem sóis e, por tanto desfavorecido em meio aos muitos pássaros e rosas, mais e do que importa a espécie para o sofrimento? Somos todos sujeitos a sufoco e trevas sem distinções. Não é um privilégio meu. Para o pássaro ainda há os movimentos e para a rosa ainda há o sol.



Fátima oliveira                                                        dezembro de 2010