domingo, 16 de outubro de 2011

Provações!



E na pluma leve descansa a dor e é na armadura densa que reage o amor. Que contradições são essas que me fazem querer ser pra sempre porcelana?  Só quero o lugar melhor da sala, que não me deixem empoeirar o rosto, que me sejam oferecidos olhares e que mesmo quando cabisbaixo, possam me ver esses olhos, (melhor com a alma) O valor está não apenas no bronze que me permitiria ser bela a ponto de um apreço, mas no quanto esse significaria pra alma que necessita de vida. Desejo ainda, ser protagonista de minha própria historia, pois não darei conta de ser multidão eufórica que nunca para, que anda sem saber em qual direção está indo. Quero andar sem salto, se for o caso, mas só quero ser feliz da forma mais digna que Deus me permitir. Ainda me encontrarei numa curva perigosa e descobrirei a graça que há nos recomeços ou no simples ato de saber ficar.  
  fátima oliveira

terça-feira, 11 de outubro de 2011

À meus poetas!


Mais uma noite de sonho...

Sonhei com uma figura ilustrada em grafite, com uma meia lua ao centro enquanto um olhar meio que perdido observava de um alpendre simples, numa casa humilde e com alguém que contrastava com sua poética postura ao erguer-se sobre o peitoril iluminado o sonho de descobrir a magia por trás de um brilho invasor e segredado de encantos. Não reconheci no sonho o autor que poetizava a noite com um gesto tão romântico e evangelizador, a figura sem movimentos fez gerar sentidos, pela simplicidade de um ambiente pacato e tão real... Desperta, levantei manso buscando razões para entender o encanto que um sonho rabiscado estampava, a ponto de sufocar as dores e imprecisões. A noite era negra e o sujeito não denominava cor. Só a lua imperava o brilho, porém não a vi, senão, no reflexo que o tal olhar transparecia. O dia exige provas, concretudes e na busca por humanizá-lo não foi difícil encontrar quem poderia assumir no meu coração presença viva de alguém tão docemente poético e particularmente real... Seria Jorge, Marcelo, Sandrio, João, Renato,  Edilson, Leandro, (foram tantos nesse 1ª ano que souberam notar minha poesia). Porém, seu nome será Tatá.  Ele é a figura que poetizou o sonho. Ele de maneira “tosca” poetiza minha vida. Sem palavras ou tantas vezes sem presença física, me exemplifica com o que é real, humano, me faz provar o sabor verdadeiro que ser bobo custa. Com ele aprendo; seja com sonhos ou perdas. Ele é uma das pessoas que escolhi para amar. E o escolhi sem lua, sem poesia, sem olhar. Foi numa realidade indefinida, e humanamente regrada. A amizade é como uma corda que enlaça os pés sem que sejam preciso os nós. Não sei do começo. Recordo-me dos momentos de raiva que já me fez sentir (ele me incomoda) talvez por isso sua vida seja motivo de eternidade em mim. Talvez fosse melhor não dizê-lo sobre isso, ele não dará à mínima, não por arrogância, mas porque, assim como os demais,  ele me faz acreditar que não precisa, que tudo é muito maior que um mero poema. Porém é assim que escolho comemorar um ano das palavras simples, essa é a forma de dizer que ele existe porque existem verdades de sentimentos que se fazem eternos em meio às contradições da vida.  
fátima oliveira

domingo, 2 de outubro de 2011

Sem nome, amor!



Existem vestígios de você pela minha pele, não a pele que o sol encarde, mas a pele da alma. Há em mim um sorriso teu em cada ponto, um cheiro teu em cada brisa, há em mim um querer de reverte, um sentido partido de voltar a encontras-te. Não só como veneno é esse vício, mas antes, como o doce que há no sangue que a veia se alimenta. Vez ou outra percebo-te aqui, sendo eu, agindo em mim como a razão que o ato atribui o sentido. Meus olhos o ver sem buscá-lo, és o que provoca meus arrepios, o que aquece meu frio da alma em tarde escaldantes. Não diria que o tenho, antes, fazes parte do que sou, pois sem ser sonho és em mim o que já está o que já é. Um sentido que não tem nome, poderia ser tudo o que é infinito e ainda assim seriam miseráveis as comparações, pois não serias tu, apenas forças, mas também inércia o que me deixa sem ar, o que me faz parar, em mim você é mais forte do que eu mesma já pude me imaginar. 
fátima oliveira

sábado, 24 de setembro de 2011

Gente, como dois mais dois são quatro!

 Visando o passado, tentado ser eu, me vi em partes remotas de alguém em recuperação. 
Recordações de dores finitas, caricatos que deixaram dores provenientes de sonhos eternos. 
Uma vida inválida para quem enxerga além das manhas encantadoras que “as verdades” proporcionam. 
Anormal, perambulo idéias e segredos que me fizeram insana à visão cientifica do mundo, ando a esmo em  fatos demasiados, sem buscar verdades, (já tenho a minha)...
Realizando os dias como quem escreve poesia, canta no chuveiro, embala uma criança ao sono. 
Escutando o silêncio é que  amo sem palavras. 
fátima oliveira   

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sereníssima.


Em passos de chuva fininha, 
Relutantes os segredos, 
Abreviaram os encantos, enobreceram-se as núpcias em verdades efêmeras, 
Eternas marcas transformaram-se em sol afogado em brisa. 
Há um choro querendo ser acalento, uma vida querendo ser sonho verdades que se abrem as dúvidas, mas que se mantém em bússola. 
A base de sussurros se alimenta o devaneio, 
Sem fazer questão de ser letra, sendo apenas sutilmente gestos de melodia suave que faz dançar na chuva. 
fátima oliveira  

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pra que títulos?

São as palavras querendo saltar do decote, olhares que norteiam fugas. Não daremos conta de sermos humanos, somos frágeis!
Parece infantil demais, porém, não entendo os errantes não defenderem seus erros, não entendo os medrosos disfarçarem suas covardias!
Os amantes não declararem o seu amor e os corajosos não amarem!São desejos sufocados no suspiro profundo de um sentir que dói, machuca e não ensina. São verdades inconfessáveis, que nunca existirá, pois, alguém a abortou no silêncio de uma dúvida não dividida. São sonhos estragados pelo medo de ser sonho apenas. E assim vai passando, enquanto sentados analisamos a melhor hora, a melhor pessoa, esquecendo um agora que tem cara feia. E na ilusão de perfeição aprisionamos a vida em um sepulcro de inverdades, como se alguém tivesse nos prometido que seria fácil.
fátima oliveira
  

domingo, 11 de setembro de 2011

Desvenda!


Chegando a hora da despedida. Tudo ficará para trás enquanto o tempo se fará dia presente.
Novas descobertas. A multidão acordada se tornará deserto e o deserto será apenas a pousada na beira da estrada. Enquanto a história não se resume em passagem a estrela sobrevive às trevas do medo superando encantos de egoísmos e unidade. Resgatando olhares, despertando poesias. Em busca de uma noite que não esteja invadida pela lua. E que o sol volte com imperialismo necessário para dá tempo
à reconstrução de seu brilho, pois a empolgação do dia seguinte nunca superou o da noite que passou. Sendo personagem de sonhos, causando pesadelos e inquietações, mas na noite, porque deverá o dia ofuscar o que só no escuro se consegue notar. 

fátima oliveira