quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

(...) E ainda há um momento que percebemos e nos percebemos na dança natural dos compromissos, é quando despercebemos a magia do aquieta-se, do parar a dança ou da troca de ritmo para menos barulhento ou mais, por que não? Somos fisgados por uma nova sugestão que pode nos proporcionar idéias ou esquecimentos, pode ser então chamado de intervalo ou retorno, dependendo pode ser também oportunidades ou quem sabe ainda ilusórios, porém legítimos momentos assim são por certos imprevisíveis.   

fátima oliveira

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Frisson!



Uma poesia muda, que não ousa alterar o limite da dúvida pra não se perder em desencantos, barco que flutua em ondas leves de um mar raso, sem destino, mas que beira a ilha. Um prazer em certezas que se limitam nas covardias necessárias, pois, mesmo sem destino, já é bom: a brisa salgada, o porto seguro, que, 
por isso não é o mais almejado, os sonhos sugestivos sem ilusões é doce que também vicia. Quanto custa um sonho dividido, Um pecado confessado? Por onde estão as veredas nunca trilhadas? Quanto dói um sentimento declarado? Porque temos que pagar pela gratuidade? O prazer seria um mendigo ou príncipe?


      fátima oliveira                                                                                                             fevereiro 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Peneirando Inspirações!


A verdade que chega incomodando tanto quando acomoda o coração dos frágeis,
chega a disfarces de encabules como quem não pretende roubar a cena
E assim a rouba fazendo jus o que impede todas as tentativas de fuga,
o laço que prende sem sufoco, uma prisão assim não deixa de ser,
uma jaula com espaços que ignoram as grades,
um prisioneiro sem necessidades e, um seqüestrador que não mata, senão de encantos,
há, porém um medo indecifrável, próprio dos incapazes às conquistas;
cena roubada, coração entregue, porém disfarces...

Fátima oliveira                                                                     fevereiro 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Enquanto não há inspirações"


Precisando de idéias que não me sejam visivelmente insuportáveis com relação a viver de “sonhos reais”, objetivamente práticos, porém certezas que me proponham algo menos previsível. Sou amante de uma liberdade que não se liberta de mim, o que me resta  é concretizá-las em paixões que serão vistas como prisão diante do que espelha minha face, é que me escondo em magias e certezas. Descobri que o mundo é feito de “pessoas que declaram e pessoas que escondem.” Eu professo, não por ser gênio, mas por ser insanamente incapaz de esconder, sobrevivo de exagerados sentidos, já que me faltam razões...

fatima oliveira                                                        fevereiro 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Marcelo Silva, "o pescador de ilusões" !!!!!!!


 ( Á Carmen Silvia; Fátima Oliveira; Simone Cardoso e Luzirane Souza. )

 Quantas mulheres se escondem em uma só?
Quantos gritos resumidos, em um único
                                                        [gemido?
Mulheres que não vi
Escondidas sob uma única pele
Detrás de dois olhos apenas.
Quantas personalidades, jeitos, andares,
Olhares... Num único corpo.

Quantas faces!

Amar sob pressão do ódio
Odiar por tanto amar tanto
No entanto
Nunca amar.

Dentro de uma bela reside uma fera
Uma cinderela, branca de neve
Pequena sereia...
Ainda que astutas, também adormecidas

Quantas personagens sem nome!
Quantas vozes caladas!
Quantos caminhos não percorridos,

Roteiros incertos!

Quantas faces!

Quantas utopias  esquecidas,
Amores roubados.
Quantas mulheres morrem
Dentro de uma única, sem terem sido, sequer
                                                               [notadas?
                                                                                                                                            

                                                                                                                                    marcelo silva.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Efêmero


Passou depressa demais
Deixou certezas demoradas
Foi levando meu suor de lágrimas
E meu riso perfeito, mas escasso
Já não me cabe a dor
Nem me ilude o amor!
Sumiu como quem só veio pra “aparecer”
E provocar agradáveis desesperos,
Ainda assim o sol não mais nublado está
Nem isso é capaz de deixar,
Porém, o mar ainda corre e com ele a esperança que mesmo assim não morre, mas que também não fica!
Dizer-te amor, não é possível, porém necessário.
Não seria eu, sem as certezas que trouxestes,
Mas a ela sobrevivi à dor, meu amor!
   
 Fátima –janeiro de 2011.

domingo, 16 de janeiro de 2011

SANDRA.

Um pedaço de mim já não mais me aquece com sua presença, respira em outro recanto que a partir de agora será encantado com sua magia de princesa brava. Meu indeciso coração se baseia em certezas que só adquiri com você do meu lado, como dizê-lo que certezas sobrevivem às ausências? Sobrevivo de amores e um deles agora está longe do meu abraço. Tanta dor me ajudou a superar e agora não me oferece meios de te demonstrar que me tornei forte. O amor é um processo ignorante que se educa da contraditória ilusão. A grandiosa coragem da "pequena" entre “as três” prova que convicções são maiores que estereótipos. Não me cativas por ser parte de mim, mais por se fazer necessária, (poucos se irritam com minhas gargalhadas como você). Que adeus que nada, apenas até logo, por que não me atrevo sofrer se estás em busca de ser feliz. Apenas saudades.