sábado, 6 de novembro de 2010

Sofrer pelo o que vale a pena - Pe. Fábio de Melo



Já não falo mais de amor!


Estou me despedindo do que resta de uma fase inútil e imprópria a quem busca valores maiores que sonhos, uma realidade singela, mas sangrenta, rebelde e, além disso, insensata, vou para um violento inferno real, denominado mundo louco, mas como disse real, por um tempo perder-me-ei dessa melancolia doentia, porém que me trouxe certezas tão concretas como um amor que nunca se concretizou, mas que, no entanto foi o maior que já defendi e, é ele que ainda me motiva também o enfrentamento com coragem a uma saída ou fugida covarde, vou nascer dinovo, só que agora eu verei, terei que aprender dinovo a andar, a cair, a amar, mais levarei outra certeza, meu ser e meu desiludir com relação aos sonhos, hoje não faço uma grande despedida, faço apenas um bucólico relato de certa mudança de comportamento, com relação aos meus sentidos, já não ajudo com meus desencantos, já não falo mais de amor com promoção, já não espero por nada com relação a isso, então estou convicta de que perdi o foco, pra isso eu já não sirvo mais, vou sair, tirar meu time de campo, e aceitar que “o fim justifica os meios”.




Fátima oliveira novembro de 2010.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E VIRCE E VERSA!!

Perguntam-se os poetas, e se pergunta aos poetas; e quando tudo parecer feliz, e, quando a benção dos resultados se manifestarem, acabariam os textos e/ou, pelo menos, mudariam os contextos, as características de suas inspirações? Mais os próprios não respondem certas perguntas, por isso, a continuidade. Me pego por vezes a sentir tanta felicidade que me faz querer em meio à radiante e sorridente realidade exaltar o quanto existir vale à pena, foram várias as vezes que já provei em citações momentos assim e, foram raras, também, às vezes em que essa felicidade foi percebida, ou que eu a notei em algum “comentário”, porém não me importo com isso, porque todos os comentários que exaltaram a melancolia de um texto trazem por entrelinha uma felicidade que eu também, nem sempre tive a capacidade de perceber, porém tenho em contato mais direto a maioria dos meus leitores e a grande maioria são poetas que por traz de suas palavras e histórias de vida, conhecem como ninguém o sentido da felicidade, pois é com cada um que confirmo aos meus dias que só sabe ser feliz aquele que é sábio para reconhecer que até mesmo a alegria, (ou principalmente), tem seus limites, e que ser feliz é para quem sabe ser, por isso “a poesia nossa de cada dia”, retrata nada mais do que uma felicidade limitada, e não a idéia de uma extrema e desproporcional, essa é para quem é, e pretende ser “infeliz”. Nunca pararemos de escrever, porque não lamentamos e nem esperamos melhorias, já é bom! Mas se houver outra explicação pra transformar a vida em poesia eu não quero conhecer.

fátima oliveira                                                                                outubro de 2010.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

POR QUE SE TORNARAM RIDICULAS AS CARTAS DE AMOR?

"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...

Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...


Alguém que ria de nossas piadas sem graça...

Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...

Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!"

domingo, 24 de outubro de 2010

Quimera!


Quimera!

Cadê minhas inspirações,
Minhas mágicas ilusões?
Como explicarei que não consigo mais expressá-las?
Quem me ajuda senti-las de novo?
O que farei pra terminar esse poema,
Esse dia?
Oh incertezas, porque não me ocorrem agora?
Preciso de uma duvidosa certeza que me permita sonhar,
Sofrer, querer, amar sem saber por que, pra que, enfim...
Só o sono me resta agora,
Quem sabe em um sonho eu consiga encontrar você, vou tentar.
Não consigo dormir, ouço aquela música tocar, ainda tento rezar, meditar...
Pesadelo? Tenho um, consegui dormir e não sonhei.
Já é dia!
Preciso acordar, trabalhar, estudar, saber amar.
Vou esperar...
Talvez quando o dia acabar haja tempo pra “delírios”!!!

“O pesadelo é não sonhar...”


fatima oliveira   agosto de 2010.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Das Vantagens de Ser Bobo - Clarice Lispector




Este é o vídeo que uso para fazer homenagens aos meus maravilhos amigos "bobos", não sei se devo citar o nome deles, mas posso garantir são as pessoas mais encantadoras que conheço...
JM,LM, MS, CR, RO, JL, CT, WJ, IR3...

OBRIGADA POR VOCÊS EXISTIREM.

O que é o amor ?

 

Se amanhã eu ficar, seja muda ou incapaz de demonstrar o quanto o amor me encanta, ainda restará o coração para sentir esse amor, mas se for pior, quando todos os meus sentidos se calarem, que eu possa ter a certeza de que fiz pelo menos um ser sentir pela vida esse mesmo amor! Não tenho a pretensão de ser a dona dos teus sentimentos, porém não impeça que eu o proporcione mesmo que não seja pra mim o retorno.
fátima oliveira janeiro-2009