quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Por detrás de um olhar!


Da minha janela consigo ver horizontalmente o paraíso, da mesma janela sem vidro vejo refletir um futuro. Dessa janela construo paisagens e estações... Estações que por vezes trazem heróis e por outras apenas esperanças voam.
Da minha janela sobpõem estradas e direções inversas, escolhas. Da mesma janela trapaceio olhares, visões e versões. Minha janela não tem porta, ela é a única saída, porém se faz entrada, nela recebo o mundo que não bate, invade, são visitas que nem sempre são bem vindas, às vezes amassam minhas rosas e por causa delas também já perdi alguns cães de estimação, mas a ela não fecho...
Na minha janela plantei vasos que significam vida. Dela vejo o sol despontando e se indo. Vejo arco-íris enquanto rego flores e apanho folhas que caíram na primavera, dela vi surgir noites quietas e tempestivas, observei dias escuros sem lua e notei lua em dias claros. Aqui, da minha janela avaliei nós, armei minha pousada. Nela enfeito a vida, estendo o lençol que aquece o frio e aprecio a brisa em dias quentes. É infinitamente escancarada a minha janela, de vez em quando não dou conta das novidades apresentadas, por isso, dela jogo palavras ao vento e recebo anjos que me devolvem em formas de poesias.   
 fátima oliveira                                                                                                                                                                    agosto 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Momentos, sem voltas e sem provas.


Quem dera
Ser lembrança esquecida
Sendo esquecimento
Teria a glória de já Ter sido
Pensamento.
Nenhum retrato velho a contemplar
Nada. Sem provas.
Cartas nunca entregues
Encontros nunca marcados
Desejos apenas sentidos
Medos jamais revelados.
Saudades sem partilhas
Segredo sem confissão
Crime de um sentir que não deixou suspeito
Sem arquivos, nem mesmo morto.
 fatima oliveira

O preço!


A cantiga que reconta o amor feito de defeitos santos. De tudo vai se tornando recusa, de tudo vai se desfazendo o nó: do amor mal amado, da falta de viagem, de amigos, de salários. É caro viver: pago pra amar, por querer, pra sonhar e até por sofrer. E a vida tem um preço que não se sabe o valor, mas se paga. Ela despir leva tudo que se faz presunção, arrogância. Deixa-te sem saída pra ser “o bonzão do pedaço” te faz voltar... Um dia ela entrou na minha casa e resolveu fazer parte da minha rotina, me roubou o sossego, me matou, me deixou sem chances de recupera-me. Agora morta fui apresentada a razão, ela se tornou companheira, todos os dias à tardinha me encontrava num cajueiro que tenho no quintal aqui de casa, conversava comigo, me dizia sobre as minhas possibilidades eu lhe mostrava minha incapacidade, numa dessas... Ela não veio, (logo quando eu já estava quase convencida). Comecei a notar que na tal árvore existiam outras companhias. As folhas tinham leves desenhos, (sem pintor?) o cheiro e o fruto quem temperou? Fui tomada por ilusões e ideologias... Notei que o sol tinha se ido e me culpei por não tê-lo notado... Fui domada por poesias e só!     

 fátima oliveira                                                                                                                                                     julho 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Desejo


Ando a transpirar inspirações
Afogo-me na poesia nossa de cada dia, Falta-me o ar essa falta da expressão certa que definiria essa fome poética. Fico em êxtase com tanto feito que me causa esse doce moreno chamado presente, esse tal sinuoso e atraente chamado hoje. Fico apática com a dor, ela já não tem poder sobre mim, sou eu quem ordena e a faço baixar o véu e cobrir os olhos para minhas razões... Só tenho razão de ser doce, mel que dar consistência ao sabor áspero à vida humana. Sendo sabor haverei de te dar sentidos... Estou querendo ser eu mesma sem “os moinhos de ventos” para guerrear, mas com as fantasias que movem o mundo, não me vale abrir os olhos se for pra enxergar o que não vem ser poesia, ilusão, mesmo que amarga saberei adoçá-la!  Não me assuste oh negro lindo com tantos encantos, não darei conta de me desencantar e terei que me acostumar a você, sou refém de seus dotes de sedução meu tão ingênuo futuro, serei digna de que ameis as tais esperas que lhe perseguem? Oh estranha dúvida porque se fazes tão necessária que já não sei viver sem teus bons dias? Em meu corpo está a certeza de uma solidão acompanhada por razões de amores afagados em dúvidas. Estou amante, me prostituindo gratuitamente à poesia que faz arder o estômago e apetece a cede do coração.  

fátima oliveira                                                                                                                                                                     julho 2011             

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Você é o titulo!


Inspirações incoerentes, incertas, impróprias a realidades que machucam:
Prisão social e conveniências sufocam pessoas que sonham em ser feliz
Duvidas de adolescentes sem rumo e atitudes que determinam vida
Atitudes corajosas, mas perdidas às convicções contraditórias
Pessoas que vivem para que outros aprendam a viver
Que amam para que outros repensem sobre o amor
Que desmascaram suas dores, mas choram
É a vida ativamente sem farsa, concreta
E uma única certeza: as buscas;
Por verdades que iluminam;
Felicidade, simplesmente.
Viver vale à pena
Não desistamos:
Sonhemos
Amemos
Vivamos. 
    Fátima  Oliveira                                                                                                                                                              junho2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ninar!!!


Insisto em falar d’ noites
De noites que pesam o dia passado!
É d' noite que me concilio, me encontro...
Ao centro de quatro paredes sonhos voam.
Confesso, noites e noites já me fizeram medos
Dias também! Mas foram nas noites que me sufoquei...
Medos de sobrar sono ao amanhecer
Medos de sobrar noite ao despertar
... Próprios das noites, ambos fogem no primeiro raiar
Mas foram nas noites os melhores pesadelos e os maiores sonhos
É agora uma da manhã, ou melhor, da noite...
A pouco ouvi vozes ao longe.
Não teriam sido notadas se fosse dia.
O dia é um grito a noite um sussurro
O grito desperta o sussurro faz cafuné!
Cafuné traz bocejos... Boa noite!  

fátima oliveira                        junho,2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"A lua do meu céu"

 
Quem é você que toda noite me chama...  Me faz ver a lua e  embriagar-me por sua beleza... Que faz me sentir provocada pelas estrelas que te segue enquanto te perco de vista... Quem és tu oh ser que está preso em síndrome de sentimentos... Que nem sei ainda se existes, mas que faz falta em mim. “Quem é você? Que vem do anonimato, de caminhar manso e discreto. Se te chamo, teu nome é afeto. Prostou-me ao chão de imediato. Por que não me traz esse sorriso? De onde vens com tanta ternura. Para onde vais assim, sem pressa. Se ouso chamar-te, teu nome é carinho. Se ousar te olhar, teu semblante é de esperança. Se desafiar a sonhar-te, tua face é de contentamento. Se insistisse em dizer, teu nome seria amor”?
fátima oliveira                                                                                                                                            junho 2011